Frugalidade





Me simpatizo com a frugalidade
Eu planto, eu colho
Eu apenas recolho, o que Deus deixou pra mim
A natureza, meu guia
Nela, me acolho, me alimento, sobrevivo
E volto, pro aconchego, pro sofrimento da vida
E o que vale a vida, se o sofrer é constante...
Morro aqui, só nas palavras
Pois a vida ta posta, e é pra se viver !


" E assim, o que era antes, não voltou mais ! "
Sr. Eurides

Nas costas dos brasileiros, especificamente: GARIMPEIRO!

Não precisamos partir de um olhar antropológico, pra ver a sanidade cultural dos garimpeiros antes de 1729, antes desta data, as horas não eram frustradas, nem acanhadas; cada minuto que se passava era uma esperança a mais. Sem perceber aquela população colonial, socialmente excluída, mestiça, constituída de negros libertos e fugida podiam respirar com um pouco mais de tranquilidade, pois a coroa portuguesa ainda não tinha garantido para si o monopólio da extração das riquezas brasileiras.
O garimpo era tido como forma de sobrevivência e obcessão. Em 1729, com a descoberta do diamante no Alto Rio Jequitinhonha, vários homens pertencentes de uma população mestiça –como dito anteriormente- vieram para Minas Gerais no intuito de encontrar diamantes – cujo qual atividade mais exercida nessa época -. Esses garimpeiros conseguiram muitos bamburros na região do Alto Jequitinhonha, porém, com o descontrole dessas riquezas em abundância, a coroa portuguesa criou olhos nos nossos diamantes, e garantiu para si o monopólio desta riqueza. Assim, para assegurar o monopólio foi estabelecida a Demarcação Diamantina.
Com essa turbulência, os garimpeiros, carregavam nas costas a perseguição, pois além de ter em mãos uma preciosidade, tinham que prestar contas para outro país involuntariamente, e ainda por cima algo de mais novo para eles, que era a chegada das leis ambientais.
Essa prévia, só foi um exemplo pra demonstrar que essa busca pela sobrevivência desses homens, gerou o que se chama de cultura; na qual pode se dizer que a atividade garimpeira foi passada de gerações por gerações, criando uma classe, um trabalho que envolve ética, e digna do suor de cada garimpeiro. Com um olhar antropológico diria que essa cultura foi uma cultura criada por um trabalho manual, onde os trabalhadores utilizavam ferramentas a base da força física, que em troca, ganhavam felicidade e dinheiro. Com um tempo, a ambição pelos diamantes se tornou mais intensa, e aquele trabalho que era manual, não estava surtindo efeito a tanta demanda, daí então o surgimento de máquinas e produtos químicos, utilizados para extração de minérios.
Essa fase do manual para as máquinas atiçou mais a burocracia para extração, pois com a utilização dos mesmos, os garimpeiros colocavam em risco as APA’s, convidando a defesa ambiental a proteger a natureza de grandes devastações.
Hoje, as leis ambientais, invadem cada canto do garimpo, mesmo sendo ele, um trabalho manual; botando em risco uma cultura vivida há séculos, e ainda existente até hoje. O que fazemos para garantir a cultura desse povo? Um assunto polêmico, que na pior das hipóteses, o garimpeiro sempre carrega a carga mais pesada.

Por favor garimpeiros, todos para a Austrália !

País rico, é um país VERDE !

http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Multimidia/Videos/Codigo-Florestal-Veta-Dilma/

Para uma vida melhor pras nossas futuras gerações ! Assine você também ! Colabore com o planeta, e com o verde do nosso país !
País rico, é um país VERDE !

Garimpeiro, pra que mais amor do que esse que vem da natureza ?


Quando dei por mim, estava ali, cozinhando em uma fonte mais do que natural, respirando um ar que até meu pulmão duvida. Mas ainda volto, volto pra casa da minha velha, enchê-la de riquezas que só este mundo precisa, pois o amor que precisamos, eu consegui aqui neste habitat, mais que natural, uma fonte que nasce das águas limpas, que me invade com ar puro, que me alimenta com seu chão ....  

Já foi de mais o desespero !


Por que lá eu sinto o calor da terra, e a terra eu sei que é mãe 
Nela eu vou deitar meu rosto e misturar meu corpo, no pó deste chão
Vou morar bem juntinho a serra, e vai ser de lé meu espigão 
Nela eu criar os meus, e sentar a noitinha, e prozar mais  Deus .


Dino Marques